Somos Pó e Ao Pó da Terra Voltaremos

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Na Quarta-feira de Cinzas, a Igreja inicia a celebração com a Liturgia da Palavra e, após o Evangelho e a homilia, o celebrante benze as cinzas preparadas a partir dos ramos de oliveira e de outras árvores, que foram bentos no Domingo de Ramos do ano anterior.

Em seguida, ocorre a imposição das cinzas sobre a cabeça dos fiéis ou em forma de cruz na testa, enquanto se escuta o convite à conversão: “Recorda-te que és pó e em pó te hás-de tornar”.

Esse gesto tem raízes antigas. Para os judeus, sentar-se sobre as cinzas já expressava arrependimento dos pecados e retorno a Deus. Ao receber as cinzas, o cristão recorda a própria fragilidade e a verdade anunciada na Sagrada Escritura: “Comerás o pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra, de que foste tomado, porque tu és pó, e em pó te hás-de tornar” (Gn 3, 19).

Assim, a liturgia une tradição bíblica e prática atual, conduzindo os fiéis a iniciarem o caminho quaresmal com consciência, humildade e desejo de conversão.

A liturgia da Quarta-feira de Cinzas nos chama à verdadeira conversão: “Rasgai o coração, e não as vestes; e voltai para o Senhor, vosso Deus; ele é benigno e compassivo, paciente e cheio de misericórdia, inclinado a perdoar o castigo”. (Jl 2,13)

A conversão do coração é a dimensão fundamental deste tempo singular de graça que é a Quaresma. Este é um tempo propício para renunciarmos aos nossos próprios interesses, abraçarmos a cruz de Cristo, ouvirmos mais a Palavra de Deus e O colocarmos acima de tudo, inclusive de nós mesmos.

Aproveitemos o tempo quaresmal para que seja feita uma verdadeira conversão. Serão 40 dias para jejuarmos, orarmos e escutarmos mais, pedindo que o Espírito Santo nos ilumine e guie nossos passos.

Viva uma profunda e Santa Quaresma!
Deus o abençoe.

Talitha Borges!