A devoção de Carlo Ancelotti, treinador da Seleção Brasileira de Futebol

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Estamos assistindo aos jogos da Copa do Mundo 2026. Dessa vez, o técnico do Brasil não é um brasileiro, para surpresa de muitos. A Seleção Brasileira é comandada pelo italiano Carlo Ancelotti. 

Carletto, como é conhecido, nasceu numa família de camponeses católicos de Reggiolo, no norte da Itália, e herdou de casa dois dos valores que o tornaram um dos futebolistas mais vencedores de todos os tempos: o gosto pelo trabalho e a fé. 

Ancelotti quis tornar-se jogador para ajudar seus pais nas despesas domésticas, coisa que já fazia com trabalhos manuais desde muito pequeno. Inclusive, para obter boa formação — formação técnica, que lhe garantisse um emprego caso o sonho da bola não se realizasse —, estudou em alguns colégios salesianos. 

Entre 1999 e 2001, o treinador e um amigo viajaram para San Giovanni Rotondo, uma cidade que fica ao sul da Itália e foi a casa de São Pio de Pietrelcina de 28 de julho de 1916 até sua morte em 23 de setembro de 1968.

Depois de visitar o quarto de Padre Pio e inteirar-se mais sobre sua vida, de tantas lutas, de tantos prodígios maravilhosos, Carlo Ancelotti tornou-se um devoto. Por isso, ele traz no bolso um santinho com os estigmas de São Pio e sempre lhe dá dois beijos antes do início de um jogo. 

Perguntado sobre o hábito, porém, ele disse que jamais reza por assuntos de futebol. Diz que Deus deve ocupar-se de coisas mais importantes e que suas preces sempre se voltam a algo ou alguém ao seu redor.  

Em maio de 2025, Ancelotti esteve no Brasil e visitou o Santuário do Cristo Redentor. Ele foi recebido pelo reitor, Padre Omar Raposo, que o abençoou e presenteou com um terço.

Na visita, o italiano recebeu a benção do reitor do Santuário, com quem conversou sobre o prefácio que escreveu para o livro “Más allá de los limites – El deporte según el Papa Francisco”, de autoria do Papa Francisco.