Como resgatar a autenticidade das relações?

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Vivemos em uma era de conexões sem precedentes. Com um simples toque na tela, cruzamos continentes e acompanhamos a vida de pessoas que sequer conhecemos pessoalmente. 

As redes sociais deixaram de ser meras ferramentas de comunicação para se tornarem o ambiente onde moldamos nosso comportamento, nossa autoimagem e, consequentemente, nossas relações.

Estar atrás da tela do celular ou do computador dá ao ser humano a “coragem” de ser quem ele quiser e usar esse “poder” para se conectar como ele bem entender. Substituímos o olho no olho pelo emoji, a escuta paciente pelo áudio em velocidade 2x e o abraço consolador por uma curtida solidária.

Acostumamo-nos a respostas imediatas. Quando o outro demora a responder, a ansiedade assume o controle. Perdemos a capacidade de esperar, de cultivar a paciência, que é um fruto do Espírito Santo.

A relação entre as pessoas vai do vínculo ao descarte em segundos. O grande desafio do cristão atualmente é impedir que a lógica do descarte digital invada o ambiente familiar. 

Não podemos simplesmente bloquear o cônjuge quando surgem os problemas. O amor real exige permanência, perdão e reconciliação, atitudes que não possuem botões de atalho no teclado.

Como cristãos, somos chamados a habitar o ambiente digital com sabedoria! Até aqueles que evitam o excesso de consumo podem ter sua vida impactada por acesso à conteúdos criados para distorcer a realidade e provocar sentimentos ruins.

Por isso, é importante que algumas práticas façam parte da nossa vida com frequência:

  1. Estabelecer momentos de jejum digital. À mesa das refeições, nos momentos de oração em família e antes de dormir, desconecte-se do celular para se conectar com a família.
  2. Troque a comparação pela compaixão: use o ambiente digital para identificar quem precisa de ajuda, de uma palavra de conforto ou de uma oração.
  3. Humanize seus contatos: Se um amigo está passando por um momento difícil, não mande apenas uma mensagem; ligue e faça-se presente.

Que saibamos usar as redes sociais como instrumentos de evangelização e de aproximação, sem nunca permitir que elas roubem de nós a beleza do encontro real!

Como você tem equilibrado o tempo de tela com a atenção que dedica às pessoas que moram e convivem com você?