Advento: Tempo de vigilância e amadurecimento na fé

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Por Pe. Richard Oliveira

Nós iniciamos mais um Advento que é tempo de graça e caminho de santificação que a Igreja nos oferece para renovar o coração e despertar a esperança para o mistério de Cristo. É tempo de vigilância e alegria, marcado pela espera confiante daquele que veio, que vem e que virá. O Tempo do Advento recorda que a nossa fé é dinâmica: olhamos para trás, contemplando a pobreza humilde da manjedoura, e olhamos para frente, esperando e confiando na gloriosa vinda do Senhor no fim dos tempos. Por isso é preciso vigiar!

O que a Igreja diz?

O Catecismo da Igreja Católica ensina que, ao celebrar o Advento, “a Igreja atualiza esta expectativa do Messias. Comungando na longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo da sua segunda vinda” (CIC 524). Então, não se trata apenas de recordar um fato histórico, mas de permitir que essa verdade transforme a nossa vida hoje. A primeira vinda de Jesus, na pobreza de Belém, revela o amor de Deus que entra na nossa história; a segunda vinda, em glória, nos recorda que caminhamos rumo ao encontro definitivo com Ele.

Vigilância para os Papas

O Papa Bento XVI disse que “a vigilância cristã não é medo do futuro, mas abertura confiante para a presença de Deus que já está no meio de nós e continuará a conduzir a história.” Bento XVI destacou que o Advento é o tempo em que aprendemos a reconhecer os sinais da presença de Cristo no cotidiano.

O Papa Francisco disse que “vigiar significa não permitir que o coração se torne preguiçoso e que a vida espiritual se enfraqueça na mediocridade. Ter cuidado porque se pode ser ‘cristãos adormecidos’, sem impulso espiritual, sem ardor no coração, sem entusiasmo pela missão, sem paixão pelo evangelho”. Com isso, Francisco apontou para uma vigilância que no move há um crescimento espiritual.

Nesse mesmo sentido, o Papa Leão XIV, em sua recente viagem apostólica à Turquia disse que “se queremos realmente ajudar as pessoas que encontramos, vigiemos sobre nós mesmos, como nos recomenda o Evangelho (cf. Mt 24, 42): cultivemos a nossa fé com a oração e com os Sacramentos, vivamo-la coerentemente na caridade, rejeitemos as obras das trevas e vistamos as armas da luz (cf. Rm 13, 12). O Senhor, a quem esperamos em sua vinda gloriosa no fim dos tempos, vem todos os dias bater à nossa porta. Estejamos prontos”.

Como viver bem o Advento

Por isso, o Advento é também um chamado à conversão. A liturgia nos convida a preparar o caminho do Senhor não com ansiedade ou medo daquilo que há de vir, mas com decisão. Conversão é abrir de portas, arrumar a casa interior para acolher Jesus com dignidade. É tempo de rever atitudes, de cultivar a vida de oração, de aproximar-se dos sacramentos, especialmente da Confissão, e de renovar o compromisso de uma fé engajada pela vivência da caridade.

Que este Advento seja para todos nós um tempo fecundo. Preparemos o coração para celebrar o nascimento de Nosso Senhor e Salvador com simplicidade e alegria. Vivamos estes dias como quem realmente espera o Senhor: vigilantes, confiantes e abertos à experiência do amor. Que a luz do Cristo que vem, ilumine nossa vida.

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