Santo Estanislau nasceu em 1030, na diocese de Cracóvia, em uma família pobre e de princípios cristãos. Seus pais o consideravam um presente de Deus, porque não tinham concebido um filho em 30 anos de casados.
Estanislau foi padre jesuíta, considerado padroeiro da Polônia, e aprendeu logo a se recolher em oração e ter uma conduta de vida irrepreensível.
Encaminhado à vida eclesial, começou a estudar e se dedicou ao estudo de Direito Canônico e Teologia. Ao ser ordenado sacerdote, tornou-se o braço direito do Bispo e passou grande parte do seu tempo dedicando-se à meditação das Escrituras.
Com o falecimento do Bispo, o Papa Alexandre II o consagrou seu sucessor. Foi um verdadeiro pastor: socorria os doentes e os pobres, escrevendo todos os nomes em uma lista, para não esquecer ninguém; abriu as portas da Cúria para acolher os que precisavam e visitava sempre as paróquias da diocese.
Santo Estanislau não se calou diante da injustiça, mesmo sabendo que isso poderia custar sua vida. Denunciou os erros do próprio governante, o rei Boleslau II que, apesar de ser um corajoso guerreiro, se deixava dominar por suas paixões.
Um dia, o rei se apaixonou por Cristina, esposa de um nobre, e mandou raptá-la. Boleslau II começou a cometer falhas muito graves que escandalizavam e davam maus exemplos ao povo.
Santo Estanislau recordava o mandato de são Paulo: “É necessário repreender, aconselhar e até ameaçar, com toda paciência e doutrina, porque chega o tempo em que os homens arrastados por suas próprias paixões já não querem ouvir as doutrinas verdadeiras, mas as falsidades”.
O Bispo foi obrigado a excomungar o rei e pediu que todos os sacerdotes interrompessem, imediatamente, se ele entrasse na igreja. Boleslau se enfureceu e mandou assassinar Estanislau durante a celebração da missa.
Os cronistas narram que foi o soberano quem cometeu o assassinato, porque os guardas se retiraram ao se verem misteriosamente repelidos por uma força misteriosa. A partir desse mesmo dia, os poloneses começaram a venerá-lo.
Santo Estanislau foi canonizado em 17 de agosto de 1253, na basílica de São Francisco de Assis.
Hoje, sua história nos confronta: até onde vai a nossa coragem de viver a fé?
Santo Estanislau nos ensina que a verdade não se negocia.



