O mundo de hoje nos oferece cada vez mais momentos de distração e barulho. Às vezes é necessário silenciar nosso coração para escutar a Deus. E os dois primeiros dias do Tríduo Pascal são oportunidades perfeitas para este movimento.
Cristo é crucificado na Sexta-Feira da Paixão e o Sábado Santo marca o intervalo entre a dor pela morte de Jesus e a alegria de Sua ressurreição. Nesses dias, somos convidados a refletir profundamente sobre como estamos vivendo e aprender a esperar o tempo certo para que o Domingo chegue. Os protagonistas destes dias são o silêncio, a introspecção e a meditação!
Apesar da “ausência de barulho”, Cristo está agindo. O silêncio é o lugar da ação do Espírito Santo porque, quando o Verbo se cala, o Espírito trabalha no germinar de uma realidade nova.
No alto da cruz, com o calar-se do Verbo, a Palavra transformou-se em expectativa. Uma espera que brota da fé, que nasce da promessa feita pelo próprio Senhor de que estaria conosco sempre.
Para os discípulos, que não sabiam como seriam as coisas depois da cruz, esse silêncio certamente produziu dúvidas e medos, sentimentos que também nos permeiam quando precisamos entregar nossas “batalhas” nas mãos de Jesus, sem compreender como será o amanhã e quanto tempo levará para a “tempestade se acalmar”.
Essa espera fez brotar no coração dos discípulos – e deve brotar no nosso também – a esperança de que o Senhor, de algum modo, dará sentido a tudo que Ele nos prometeu.
A Vigília Pascal, celebrada na noite do Sábado Santo, é uma celebração solene muito profunda e nos impulsiona a irmos ao encontro do Senhor Ressuscitado. A morte não é o fim, mas apenas o começo de uma nova vida em Cristo.
Quando Cristo ressuscita dos mortos, Ele acende a chama da vida, simbolizada pelo Círio Pascal, onde antes reinava a escuridão.
Que Nosso Senhor Jesus Cristo nos faça testemunhas vivas de Sua Ressurreição. E que tenhamos a certeza de que, durante o dia, o Senhor está no sepulcro, mas à noite, Ele o deixa vazio.
Fé é permanecer quando não se vê. Esperemos… O terceiro dia sempre chega!
Talitha Borges



