A Quinta-feira Santa é a “porta” do Tríduo Pascal. Na Quinta, nos preparamos para a grande celebração da Páscoa: a vitória de Jesus Cristo sobre a morte.
Durante a Ceia Pascal, a primeira atitude de Jesus foi lavar os pés dos discípulos, um gesto que era realizado pelos servos com seus senhores e convidados: lavar os pés da poeira do caminho.
Jesus o fez para mostrar que, no Seu Reino, “o último será o primeiro”, e que o cristão deve ter como meta servir e não ser servido.
Deus desce e torna-se servo, lava os pés dos homens para que eles possam estar na Sua mesa. Se torna visível o que significa redenção e amor incondicional. Só o amor tem a força purificadora que nos tira a nossa impureza e nos eleva a Cristo.
“Vós estais limpos, mas não todos”, disse o Senhor. (Jo 13, 10).
Mas então, o que torna o homem impuro?
É a recusa de dar e/ou receber o amor. É a soberba que julga não precisar de purificação alguma. Todos os discípulos estavam puros, mas Judas não. Ele abandonou tudo que viu e ouviu, esqueceu-se de tantos milagres e sinais e preferiu se render aos desejos corruptos do seu coração, recusando-se a receber o amor do Pai.
A impureza nos afasta da benção!
Durante aquela noite, Jesus também instituiu a Eucaristia e o sacerdócio ministerial. Cristo entrega tudo: Seu corpo e Seu sangue. Não como símbolo, não metaforicamente. A Eucaristia é presença real e viva! Jesus partiu o pão, deu graças e disse aos seus apóstolos: “Fazei isto em memória de mim”.
Na celebração deste dia, popularmente chamada de Missa de Lava-Pés, repete-se o mesmo gesto de Jesus. O sacerdote parte o pão e entrega o corpo e o sangue de Jesus a quem puder recebê-Lo. E no gesto de lavar os pés da comunidade, o padre compromete-se a estar a serviço de todos, mostrando que doar a vida pelo irmão é a maior prova de amor que há.
Lava-pés é acolhimento, aceitação do outro, voluntariado e solidariedade. É optar pela misericórdia e pela compaixão!
Celebrações litúrgicas da Quinta-feira Santa
Toda Quinta-feira Santa são celebradas duas missas diferentes.
Na celebração da manhã, são abençoados os óleos que serão usados nos sacramentos de iniciação e, diante do bispo local, acontece a renovação das promessas sacerdotais dos padres daquela diocese. À tarde é a missa da Ceia do Senhor, ato central do dia.
Peçamos a Deus que conceda a todos nós a graça de podermos ser, um dia e para sempre, convidados do eterno banquete.
Talitha Borges



